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Marcelo Nichele, 08/04/00:

Ao Administrador do site Guerra Moderna,

      Quero parabenizá-lo pela idéia central deste site.  Achei muito interessante criar um espaço para que sejam divulgados pensamentos ligados a guerra moderna. Por mais que diversas pessoas coloquem que é um disperdício de tempo e, principalmente, de dinheiro, o fato é que a paz somente será possível com forças armadas competentes e preparadas, além de uma política de defesa em que fique explícita a posição de defesa/retaliação do país, pois não basta possuir forças armadas, todos os demais países não devem ter dúvidas que elas serão usadas em caso de um ataque ao país. Esta condição de capacidade e credibilidade não podem ser separadas, ou não haverá o efeito de dissuasão.

      Aproveito, também, para comentar sobre o artigo sobre Porta-Aviões Leves, Uma Abordagem Alternativa, um artigo muito adequado ao tema da guerra naval moderna. Nos últimos 30 anos, todos os navios de guerra afundados no mundo todo, ou foram afundados por torpedos lançados de submarinos ou por bombas, mísseis e foguetes lançados de aviões e helicópteros. Não há mais duelos de canhões e nem mesmo de mísseis mar-mar. Os vetores são aéreos e os porta-aviões a plataforma lançadora de vetores por excelência. O alcance dos aviões e dos helicópteros, + ou - 800Km e 300 Km, respectivamente, demonstram por si só, a importância da guerra aeronaval.

    A população deve ser esclarecida que os gastos nesta área são tão importantes quantos os demais investimentos feito pelo governo em outras áreas. Não podemos mais voltar aos tempos da Segunda Guerra Mundial, onde, após o torpedeamento do 18º navio brasileiro, o então Capitão de Mar e Guerra Soares Dutra ordenou "que se repelisse com decisão a ação das belonaves inimigas", e então,  partiram os marinheiros a dar "caça e destruição" aos submarinos inimigos. Caça com binóculos,  pois não tinham os nossos navios sonar ou radar, e a atacar com a quilha do próprio navio, pois não haviam torpedos anti-submarinos ou cargas de profundidades, rezando para não afundar junto.  E os marinheiros foram para o mar, sem fugir a luta. Tivemos sorte daquela vez. Mas como dizem os historiadores, "quem não conhece o passado, corre o risco de repetir os erros no futuro".

    Sou Administrador de empresas, empresário e professor de Administração na Universidade de Caxias do Sul, tenho mestrado em Administração e Marketing Estratégicos, e gostaria que este comentário contribuísse com o vosso site.

      Atenciosamente,

      Marcelo Nichele.    

 

GUERRA MODERNA, 09/04/00:

Caro Marcelo,

é muito gratificante saber que Guerra Moderna seja visitado por pessoas de alto nível, que conseguem entender o questão militar em todos os seus aspectos políticos e econômicos, isentas de fanatismos ideológicos ou visões míopes da geopolítica mundial.

O artigo sobre porta-aviões leves foi escrito há mais de um ano atrás. Hoje, aguardamos novidades sobre os rumores de interesse do Brasil nos porta-aviões franceses Foch e Clemenceau que serão desativados. Talvez a aquisicão de um deles, por um preço convidativo, seja possível e coerente com a manutenção de uma posição estratégica do Brasil dentro do contexto internacional.

Seu e-mail já consta da seção "Opiniões dos Internautas".

Atenciosamente,

Paulo Micchi
Administrador GUERRA MODERNA