Make your own free website on Tripod.com

FLX
Uma aeronave supersônica inteiramente nacional

Altas relações empuxo-peso e cargas alares baixas, basicamente, garantem taxas de aceleração e a manobrabilidade necessárias a um caça moderno. Digamos que não seja necessário o uso de mísseis ar-ar de longo alcance, nem desempenhar missões de ataque com armamento pesado e/ou com grande raio de ação. Disto tudo teríamos os parâmetros para um caça leve, capaz de desempenhar funções de ataque ou combate aéreo.

A evolução dos motores aeronáuticos levou a turbofans potentes, compactos e econômicos. A eletrônica oferece radares e outros sistemas compactos e leves. Combinado-se um pequeno turbofan com pós-combustão, na faixa de 4 toneladas de empuxo, e um radar multifuncional teríamos uma aeronave que cobriría uma lacuna que existe entre os caças atuais como o F-16 e treinadores adaptados (Hawk 200, por exemplo), como poder ser visto abaixo:

 

Hawk
200

FLX

F-16C

Velocidade máxima

0.90

1.80

2.00

Peso vazio (tons) 4.5 < 4.0 8.2
Peso máximo de
decolagem
7.5 7.0 12.0

Em termos de dimensões gerais e peso, o FLX não seria muito diferente do F-5, porém oferecendo um melhor desempenho. Seria um caça despojado, que abriria mão de uma grande quantidade de combustível interno e mesmo de um canhão interno, por um estrutura mais leve. Mesmo dispensando o uso de FBW (fly-by-wire), para reduzir custos, seria um difícil adversário no combate corpo-a-corpo, com um pequena silueta que dificultaria a detecção tanto visual como por radar. Com o uso de tanques externos ou reabastecimento aéreo, teria bom alcance para patrulhas de combate ou missões de ataque. Na função de ataque a pequena carga de armas (não mais de 3 toneladas) seria compensada pelo uso de armas inteligentes, como bombas guiadas a laser, e armas especializadas (bombas com submunições e mísseis guiados). Um possível concorrente seria o F-7 Airguard chinês, uma adaptação das primeiras versões do MIG-21, com raio de ação e carga de armas inferior ao FLX, além de ser um projeto muito antigo. Outro concorrente seria o próprio BAe Hawk 200, cuja principal deficiência seria a falta de desempenho supersônico.

F-7 Airguard: basicamente um MIG-21C, com radar de alcance, HUD, e outros aviôncos ocidentais alcançou sucesso nas exportações, apesar de ser uma aeronave de grandes limitações, o que comprova a existência de demanda para pequenos caças supersônicos.

Outra oportunidade interessante em relação ao FLX seria oferecer a versão biplace não só como aparelho de conversão de pilotos, mas como treinador avançado. Seria o único legítimo sucessor do T-38 Talon, o qual os EUA se esforçam ao máximo para manter em serviço já que não há substituto adequado.

Hoje, turboélices como o ALX são capazes de desempenhar várias funções treinamento antes reservadas a jatos de operação mais cara como Hawk e Alpha Jet. Porém nenhum deles instrui adequadamente para o vôo supersônico e as manobras de combate que os caças modernos são capazes. O FLX biplace poderia inclusive receber um sistema FBW destinado especificamente para simular o vôo nesses caças, da mesma maneira que o MIG-AT soviético. Provavelmente, o mercado desta versão de treinamento seria até maior do que o do caça FLX monoplace, podendo ser vendido em um pacote integrado de treinamento junto com o ALX ou o Tucano.

Apesar das boas perspectivas para o FLX, os custos de desenvolvimento seriam elevados. A busca de um parceiro, como a Northrop, com muita experiência em caças leves, permitiria ratear estes custos e num segundo momento facilitaria o acesso a mercados fechados, como o norte-americano. Também seria interessante utilizar uma turbina já em uso, como o Garrett/Allied Signal TFE 1042-70 usado no novo caça de Taiwan, o Ching Kuo, que desenvolve 4 toneladas de empuxo em pós-combustão.

O FLX seria um ótimo produto de exportação que aceleraria o crescimento de nossa indústria aeronáutica. Também atenderia à nossa Força Aérea, como caça leve, substituíndo os F-5, e como treinador, no lugar Xavante ao lado dos ALX. Como já temos o AMX na função de ataque, dependeríamos apenas da importação de alguns caças maiores como o Mirage 2000 ou F-18, para complementar os FLX em algumas funções.